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Degeneração macular e idade: qual a relação?

Degeneração macular e idade: qual a relação?

Para entender do que se trata a degeneração macular, é preciso saber o que é a mácula. A mácula consiste em uma pequena área da retina, que é responsável pela visão de detalhes. Assim, pode passar por lesões ao longo do tempo, que, por sua vez, surgem com a idade. Isso é chamado de degeneração macular. 

Dessa forma, com a degeneração macular, a visão fica embaçada e aparece uma mancha escura cobrindo o centro da visão. Assim, a condição afeta a visão de longe e de perto. Isso dificulta a realização de algumas atividades diárias, já que apenas a visão lateral ou periférica funciona corretamente.

Agora, você já deve estar entendendo a relação da degeneração macular com a idade. Quer saber mais? Continue lendo e confira!

O que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)?

A degeneração macular relacionada à idade é uma doença degenerativa. O principal fator é a idade e aparece em pessoas com 60 anos ou mais. A condição afeta a parte mais central da retina. 

Assim, pessoas com histórico familiar, peles e olhos claros, uso de cigarro, grande exposição ao sol e alta ingestão de gordura são os fatores de maior risco da doença. Além disso, as causas ainda não são conhecidas, porém, é preciso atentar para os grupos de risco.

Os sintomas englobam:

  • Perda visual progressiva;
  • Turvação e distorções visuais que envolvem predominantemente a visão central;
  • Visão com linhas onduladas e distorcidas;
  • Redução na intensidade ou brilho das cores ;
  • Dificuldade em reconhecer rostos.

Tipos de DRMI

DMRI seca

A DMRI seca acomete 90% dos casos. Ela consiste em um acúmulo de proteínas e gorduras, o que é conhecido como drusas. Elas se juntam na camada celular da mácula, o que provoca a sua degeneração. Dessa forma, a condição tem progressão lenta. Além disso, praticamente não leva à perda total da visão, mantendo o campo da visão periférica e se mantém estável ao longo dos anos. 

DMRI exsudativa

A DRMI exsudativa é o tipo mais agressivo, que progride rapidamente e precisa de intervenção para evitar a perda da visão. Nessa condição, existe a formação de vasos sanguíneos anormais e mais fracos na retina, que podem ocasionar o vazamento de fluido, o que afeta diretamente a mácula.

Diagnóstico e cura da degeneração macular

Para diagnosticar a degeneração macular relacionada à idade é feito o exame de fundo de olho com a realização de outros exames específicos, como a retinografia e a angiofluoresceinografia para confirmação completa. 

Ademais, a condição não tem cura. Porém, a seca se estagna e faz com que o indivíduo consiga conviver com ela. Já o tratamento da degeneração macular do tipo exsudativa ajuda a minimizar a sua progressão e pode até auxiliar na recuperação da visão perdida. Por causa da idade, é preciso fazer o controle da doença, monitoramento e consultas periódicas com o oftalmologista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em Recife e Carpina!

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Como é feito o diagnóstico do Daltonismo?

Como é feito o diagnóstico do Daltonismo?

Para falar sobre o diagnóstico do daltonismo, é preciso entender o que é a condição. Sendo assim, o daltonismo é um distúrbio que acomete a visão e interfere na percepção das cores. A principal característica consiste na dificuldade em diferenciar o vermelho e o verde, além do azul e o amarelo. Existe também o grupo que possui visão acromática. Ou seja, só enxerga tons de branco, cinza e preto.

No daltonismo, existe um problema com os pigmentos de algumas cores em células nervosas do olho, que, por sua vez, são chamadas de cones e estão localizadas na retina. Dessa forma, isso faz com que a pessoa apresente dificuldades em reconhecer e identificar diversas cores, tonalidades ou brilhos.

Algumas condições também podem ocasionar o daltonismo, como diabetes, Alzheimer, Parkison, leucemia e anemia falciforme. Glaucoma e degeneração macular também podem contribuir para a doença. Além disso, alguns medicamentos e produtos químicos são outras causas comuns. 

Sintomas do daltonismo

Os sintomas do daltonismo dependem da intensidade do distúrbio, da pessoa e do tipo da condição. Dessa forma, os sinais mais comuns contemplam dificuldade para enxergar cores e suas tonalidades, brilhos e distinção de tonalidades de cores iguais.

Diagnóstico do daltonismo

Para identificar se tem ou não daltonismo, é preciso procurar um oftalmologista especialista, que irá fazer exames direcionados para avaliar o seu caso. Existem quatro métodos para diagnosticar a condição, são eles:

Teste de cores de Ishihara

O teste de cores de Ishihara é o principal método utilizado para o diagnóstico do daltonismo. Ele é feito através do uso de cartões pontilhados em várias tonalidades diferentes, com letras, números ou figuras geométricas. Os cartões possuem vários círculos feitos de cores diferentes, que são difíceis de ver por pessoas com a condição. 

Anomaloscópio de Nagel

O teste anomaloscópio de Nagel é feito em um aparelho. Que, por sua vez, emite uma luz amarela na metade do campo visual. Ela faz com que a outra metade seja iluminada por diversas luzes monocromáticas verdes e vermelhas. 

Dessa forma, o paciente tem liberdade para mexer nos botões de ajuste e tentar equilibrar as tonalidades dos dois campos visuais, alterando a intensidade das cores. Assim, o médico vai observando as tonalidades ideais para o paciente. E, por fim, consegue determinar o grau e o tipo de daltonismo presente.

Lãs de Holmgreen

O teste Lãs de Holmgreen se trata de pequenas lãs coloridas pintadas em cores diferentes. Assim, o paciente deverá separá-las conforme determinado em um gabarito. Isso permitirá que o oftalmologista diagnostique o grau do daltonismo, de acordo com a distorção da ordem das cores.

Teste de tonalidades Farnsworth-Munsell 100

O teste de tonalidades Farnsworth-Munsell 100 é feito por um conjunto de blocos ou pinos de cores aproximadas e tons diferentes. Ele tem o objetivo de medir a capacidade de diferenciação de mudanças sutis de cores, ao organizá-las em ordem de tonalidade. 

Quer saber mais sobre daltonismo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em Recife e Carpina!

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Daltonismo: o que é e quais são os sintomas?

Daltonismo: o que é e quais são os sintomas?

O daltonismo é uma condição muito conhecida, mas pouco vivenciada. É comum em brincadeiras, mas quase não conhecemos pessoas daltônicas, não é mesmo? Hoje, vamos saber um pouco mais afundo do que se trata o distúrbio, o que é e quais são seus sintomas. Fique atento e continue a leitura.

O que é daltonismo?

O daltonismo é um distúrbio que acomete a visão e interfere na percepção das cores. A principal característica consiste na dificuldade em diferenciar o vermelho e o verde, além do azul e o amarelo. Existe também o grupo que possui visão acromática, ou seja, só enxerga tons de branco, cinza e preto.

A condição recebe este nome em homenagem ao químico inglês John Dalton, que foi o primeiro a estudar este caso. 

Para entender o daltonismo, é preciso saber um pouco mais sobre o funcionamento das células do olho. Na condição, há um problema com os pigmentos de algumas cores em células nervosas do olho, que, por sua vez, são chamadas de cones e estão localizadas na retina. Isso faz com que a pessoa apresente dificuldades em reconhecer e identificar diversas cores, tonalidades ou brilho.

Algumas condições também podem ocasionar daltonismo, como diabetes, Alzheimer, Parkison, leucemia e anemia falciforme. Glaucoma e degeneração macular também podem contribuir para a doença. Além disso, alguns medicamentos e produtos químicos são causas comuns da doença.

Sintomas do daltonismo

Os sintomas do daltonismo dependem da intensidade do distúrbio, da pessoa e do tipo da condição. Dessa forma, os sinais mais comuns contemplam dificuldade para enxergar cores e suas tonalidades, além de brilhos. A pessoa daltônica também apresenta incapacidade de distinguir tonalidades de cores iguais.

Vale ressaltar que existem sintomas tão leves, que podem passar desapercebidos. O paciente pode identificar que tem a doença na fase escolar, quando aprende a identificar cores, ou em conversas com amigos. 

Para saber se tem ou não o daltonismo, é preciso procurar um oftalmologista especialista. Uma vez que irá fazer exames direcionados para avaliar o seu caso, que consistem na aplicação de questionário, teste de ishihara e eletrorretinografia.

Convivendo com o daltonismo

O daltonismo é uma condição que não tem cura, mas, se tratado, tem suas consequências minimizadas. Como é o caso das lentes de contato e óculos especiais, feitos para ajudar na distinção de cores semelhantes. 

A condição não é grave e a maioria das pessoas se adaptam a ela sem dificuldades. Assim, a ação que pode ajudar a conviver com o daltonismo é diminuir a incidência de luminosidade dos ambientes. 

Outra dica para pessoas com daltonismo é não buscar profissões que exijam a visão perfeita, como designers, maquiadores, pilotos de avião, etc. Tirando isso, a pessoa terá uma vida normal. 

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Conjuntivite: o que fazer para se prevenir quando há um surto da doença?

Conjuntivite: o que fazer para se prevenir quando há um surto da doença?

Se tem uma coisa que todo mundo morre de medo é da conjuntivite. É logo alguém aparecer com olho vermelho por perto, que ocorre uma fuga em massa para longe do indivíduo infectado. Será que isso evita a contaminação pela doença? Neste post, vamos falar sobre como evitar a doença, mesmo quando há um surto. São dicas práticas que irão te deixar mais tranquilo e protegido. Confira!

O que é a conjuntivite?

A conjuntivite é uma doença contagiosa causada por vírus, chamado adenovírus, que consiste na inflamação da membrana fina e transparente que cobre a parte branca do olho, também conhecida como conjuntiva. 

Vale ressaltar que também existe a conjuntivite alérgica, quando é causada por agentes alergênicos. Isso acontece quando ela não é contagiosa e os únicos sintomas são vermelhidão e coceira intensa nos olhos. Mas, neste caso, vamos tratar apenas da viral. 

Sintomas da conjuntivite viral

Os sintomas mais comuns da conjuntivite são:

  • Coceira;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Lacrimejamento;
  • Pouca ou quase nenhuma secreção.

Há também, em algumas pessoas, dor ocular, sensibilidade à claridade e vermelhidão nos olhos. Nos casos mais graves, os sintomas se intensificam para dor ocular intensa, formação de uma película e olhos muito vermelhos. 

Esses sintomas, geralmente, duram de cinco a sete dias. A infecção costuma afetar apenas um olho, unilateral. No entanto, também há casos de contaminação dos dois olhos, sendo um deles menos sintomático. Normalmente, o grau da doença está ligado à imunidade do indivíduo: quanto mais baixa, mais grave a conjuntivite. Do contrário, a doença se manifesta de forma leve, 

Como prevenir a conjuntivite?

Primeiramente, caso você sinta algum desses sintomas acima, é preciso consultar seu oftalmologista imediatamente para receber o tratamento adequado.

Agora, se o seu caso é a prevenção, é preciso saber que a contaminação se dá pelo contato direto das mãos. Então, em primeiro lugar, é preciso manter as mãos sempre higienizadas.

Além de não compartilhar toalhas de rosto, fronhas de travesseiro e maquiagem com outras pessoas. Mas, caso a pessoa com quem você divide está com a doença, evite até mesmo o aperto de mãos, beijo nas bochechas e um contato mais próximo com a pessoa contaminada. 

Para se manter livre do vírus, use sempre álcool em gel para a higienização das mãos, além de água corrente com sabão em casa ou no trabalho. Em casos de surto da doença, é recomendado se afastar de atividades em grupo, ou academias, até mesmo de trabalhos em áreas coletivas.

Dicas importantes: não acredite em tratamentos ou prevenções recomendados que não sejam fornecidos por um médico oftalmologista. Somente um profissional qualificado poderá te ajudar nesses casos. Ademais, o tratamento é individual, recomendado caso a caso. 

Muitas pessoas falam para isolar o local, usar limão, chás, água boricada ou soro fisiológico, mas isso é um mito. Não use nada que não seja recomendado pelo profissional. A maior recomendação para evitar a conjuntivite é manter a imunidade alta, beber muita água, tomar vitamina C, não coçar os olhos, principalmente sem higienizar as mãos. Praticar exercícios físicos e ter uma boa alimentação também são ações importantes para a prevenção da doença.

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Ceratocone: conheça a doença

Ceratocone: conheça a doença

Ceratocone é uma condição ocular grave, que consiste em uma alteração no formato da córnea, que tem sua curvatura aumentada. A disfunção causa curvatura das córneas, deixando-as em formato de cone. Além disso, o ceratocone é gradativo e irreversível.

Dessa forma, provoca uma diminuição na qualidade da visão. Isso causa visão distorcida, borrada e com múltiplas imagens, além de ser uma progressão do astigmatismo. Em resumo, a doença gera dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de óculos. 

Vale ressaltar que a ceratocone é uma condição genética. Histórico familiar da doença gera maior possibilidade de novos casos na mesma família.

O distúrbio é mais comum na adolescência e durante a fase de formação do jovem. Além disso, afeta de 1 a 2% dos brasileiros nessa faixa etária.

Causas do ceratocone

A córnea é nossa lente natural. Ela é responsável pela refração, que consiste na mudança de direção da luz quando entra no olho. No caso da ceratocone, a córnea fica pontuda, adotando forma de cone. Isso distorce a entrada de luz, alterando as imagens percebidas.

As causas são desconhecidas, porém, o que sabemos é que o problema vem da alteração genética. É importante ressaltar que nem todas as pessoas com o gene desenvolverão ceratocone. 

Uma ação que faz com que a condição se desenvolva mais é a coceira frequente dos olhos e o ato de apertá-los. Tais movimentos danificam a córnea. Dessa forma, para evitar o desenvolvimento da doença, é preciso usar colírios lubrificantes e antialérgicos para ajudar a evitar a coceira ocular. 

Ceratocone tem cura?

Não se pode afirmar que ceratocone não tem cura. Existem algumas práticas que podem retardar o desenvolvimento da condição. Em casos mais leves, são recomendados o uso de óculos e lente de contatos rígidas, que se adaptam à córnea e regulariza a deformação, promovendo uma visão mais nítida para o indivíduo. Em síntese, as lentes gelatinosas não são recomendadas pois não regularizam a superfície da córnea por serem elaboradas com materiais maleáveis.

O crosslinking é um procedimento com radiação de luz ultravioleta combinada à instilação de riboflavina. Ele é usado para aumentar a rigidez do colágeno corneano, na tentativa de reduzir a progressão do ceratocone. Outro tratamento é o implante de anel intraestromal – Anel de Ferrara. Ele consiste na inserção de anéis transparentes, biocompatíveis e rígidos dentro da córnea.

Porém, o transplante de córnea é a única cura possível. Mas, é a última escolha de tratamento. Na maioria dos casos, os tratamentos preventivos garantem boa qualidade de vida aos pacientes. Eles também precisarão de acompanhamento com o oftalmologista, uso de lentes de contato rígidas e higienização.

Uma observação importante: algumas pessoas têm receio de utilizar a lente rígida e ficam apreensivas com a adaptação. Hoje em dia, existem tecnologias que ajudam o indivíduo na adaptação das lentes para ceratocone.

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A importância da consulta regular com o oftalmologista

A importância da consulta regular com o oftalmologista

O bem-estar dos olhos é de extrema importância para fazermos nossas atividades rotineiras, não é mesmo? Mas, para isso, é preciso estar sempre em contato com um oftalmologista para avaliar a saúde dos olhos. Você sabe quando é o momento ideal para a análise da saúde dos seus olhos? Continue lendo para descobrir.

Por que devo consultar um oftalmologista?

Só para esclarecer, o oftalmologista é o profissional responsável pela saúde dos olhos. Ele realiza exames oftalmológicos e testes de visão. Este especialista tem a responsabilidade de diagnosticar problemas oculares e recomendar o uso de medicamentos ou óculos de grau.

Dessa forma, para você saber se tem alguma condição de saúde ocular, é preciso fazer visitas regulares ao médico. Uma vez que algumas condições não aparentam sinais de primeira e, se não tratados, podem agravar a situação. Como, por exemplo, o glaucoma, o endurecimento do globo ocular por pressão interna, não é percebido em fase inicial. 

Quando devo ir ao especialista?

Como todos sabemos, é recomendado procurar um profissional especializado quando há alguma anormalidade, como irritação, ardência ou coceira frequentes. Manchas claras ou escuras e visão dupla também são sinais de irregularidades.

Outro sinal é a dificuldade de enxergar e sintomas de necessidade de óculos, como dores de cabeça, vista embaçada e pressão nos olhos. Além disso, pessoas com histórico familiar para doenças nos olhos, e quem já usa óculos ou lentes, também devem ficar atentas e fazer visitas frequentes ao oftalmologista.

Portanto, mesmo sem sintomas, é preciso ir ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano, para um acompanhamento regular. Assim, você saberá se sua visão está saudável através de exames de rotina. 

É preciso ressaltar que todas as pessoas devem ir regularmente ao oftalmologista, afinal, todo mundo pode ter problemas de visão. Porém, quando o indivíduo chega aos 40 anos, os sintomas ficam mais frequentes e mais recorrentes, como a presbiopia, que provoca dificuldades para enxergar objetos a curta distância. Já a partir dos 50 anos, é muito comum aparecer outras doenças oculares, como a catarata, no qual a visão se torna opaca, além da degeneração macular, uma lesão na retina.

Pessoas com diabetes e hipertensão também precisam ficar atentas. Já que essas são condições de saúde que podem trazer complicações oculares, como a retinopatia diabética ou hipertensiva. Isso faz com que ocorram lesões situadas na retina.

Dessa forma, assim como os check-ups no clínico geral ou no cardiologista, também deve-se incluir as avaliações recorrentes com um oftalmologista. Sabemos que a visão é importantíssima e, quando ela tem alguma irregularidade, sentimos muito desconforto. Ninguém quer isso, certo?

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Lentes de contato são seguras?

Lentes de contato são seguras?

Lentes de contato são o sonho de consumo para aqueles que se sentem reféns dos óculos. Elas libertam da obrigação de usar os itens o tempo todo, principalmente quando se deseja usar piscinas, ir a festas, praticar esportes, ou mesmo cozinhar. Mas, muitas pessoas têm dúvidas sobre sua procedência. Será que é seguro? Quais são as ressalvas? É pra todo mundo? 

Acredite: todas as pessoas podem usar lentes de contato. Além disso, existem diversas lentes que podem se adaptar a diferentes estilos de vida, intenções de uso e patologias oculares. Agora, nós vamos falar mais sobre isso. Continue lendo este texto que irei tirar todas as suas dúvidas. 

Teste de lente de contato

Para começar, você precisa ir até o seu oftalmologista para tirar todas as suas dúvidas e fazer o seu teste de lente, para se certificar se é possível usá-las.

É preciso verificar se, primeiramente, a pessoa tem contra-indicação para o uso, devido a doenças oculares, condições alérgicas ou outros problemas de saúde. Dessa forma, a avaliação inicial é de suma importância.

Depois, é preciso fazer exames, como o de refração – o grau das lentes -, a avaliação da córnea, com exame biomicroscópico, além de exames complementares, como a ceratometria, topografia da córnea, pentacam e a microscopia especular de córnea.

Caso a pessoa possa usar lentes, é preciso fazer o teste de adaptação, em que o oftalmologista faz junto com o contatólogo, profissional especializado em lentes de contato.

No teste, o paciente fica 20 minutos com a lente específica para seu caso. Esse é o período definido para adaptação e, assim, o médico consegue verificar a acuidade visual – se ele está enxergando bem – e faz um exame biomicroscópico. Assim, se ele passar no teste, recebe suas lentes e uma explicação de como fazer o uso e a higiene.

Então, podemos considerar que lentes de contato são seguras para quem pode usá-las e para quem as usa com responsabilidade e de forma correta. Se você possui ceratocone e usa lente gelatinosa, por exemplo, está correndo risco de aumentar a condição. Se você usa lente e não higieniza, pode pegar uma infecção. Sendo assim, é preciso alguns cuidados diários específicos. Confira a seguir!

Como usar as lentes de contato de forma correta?

1. Lave o porta lentes sempre 

É preciso lavar o estojo, porta lentes, uma vez na semana, com solução fisiológica. A água precisa ser sempre trocada para não estragar a lente. 

2. Troque o porta lentes regularmente

Além da higienização, você precisa trocar o porta lentes recorrentemente. Dessa forma, o ideal é fazer isso todo mês, para evitar qualquer tipo de contaminação. 

3. Não durma com as lentes de contato

Com algumas exceções recomendadas pelo seu médico, você precisa tirar as lentes de contato antes de dormir, para evitar que seu olho acabe sendo machucado. Além disso, caso você durma, pingue um pouco de colírio e depois retire as lentes. Não faça isso imediatamente.

4. Respeite o prazo de validade das lentes

Se existe um prazo, ele precisa ser respeitado. Assim, você não corre o risco de pegar contaminação ou outros problemas. 

5. Lentes de contato são individuais

Nunca se esqueça: as lentes são individuais. Até quando o grau é o mesmo de outra pessoa.

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Como saber se preciso de óculos para ler?

Como saber se preciso de óculos para ler?

Você já sentiu dor de cabeça quando está na frente do computador? Ou quando a leitura de um livro a noite fica um pouco mais embaçada? Ou, ainda, quando é difícil enxergar o letreiro de um ônibus? Pois é. A maioria dos sintomas da necessidade de óculos para ler são facilmente confundíveis com outras condições. 

Mas, como saber quando realmente você precisa de óculos para ler? Fique tranquilo! Não é tão difícil identificá-los e, com o diagnóstico, é fácil fazer a correção simples. Então, como saber quando você precisa de óculos? Continue lendo este texto, que você vai saber exatamente quando procurar um médico. Confira!

O que é miopia? O que ela tem a ver com a necessidade de óculos para ler?

A miopia consiste na dificuldade em ver objetos à distância. A visão de perto não é afetada. Dessa forma, ter miopia é não conseguir focar em objetos, pessoas e letras distantes. 

A condição pode se desenvolver rapidamente ou gradualmente, sendo na infância ou adolescência. Geralmente, a miopia afeta membros da mesma família. Ou seja, é muito comum para uma parcela considerável da população brasileira.

O que sinto quando preciso de óculos para ler?

Dor de cabeça constante

Se você tem uma dor de cabeça amiga, que te acompanha todos os dias, precisa ficar atento. Geralmente, a dor de cabeça causada por problemas de vista se localiza na testa e na região dos olhos. Ela costuma surgir ao final do dia e não é combatida por analgésicos. 

Preste atenção: se você não alterou nada em sua rotina, alimentação ou estilo de vida, ou se não está passando por situações estressantes e dormindo pouco, você precisa ir atrás de um oftalmologista. 

Dificuldade na leitura

Você sente sua vista cansada, especialmente depois de ler livros ou navegar na internet – seja em computadores, tablets ou celulares? Há desgastes de vistas normais, mas também pode ser sinal de que há algo errado com sua visão. 

Tendência a ficar de olhos semicerrados

Você tem reparado que está forçando muito os olhos para enxergar objetos distantes, legendas de filmes ou placas de trânsito? Pois bem, fique atento a este sinal. 

Dificuldade para enxergar à noite

Tem mais dificuldade de enxergar quando a luz está baixa, especialmente à noite? Perceba se consegue ver as estrelas ou se movimentar em lugares com pouca iluminação com facilidade, é um bom teste.

E agora? Será que preciso de óculos para ler?

Nem tudo está perdido! A dificuldade em ver de perto ou de longe, principalmente para ler, é facilmente tratável. Você precisa consultar um médico especialista, o oftalmologista, que irá te passar a receita ideal para corrigir sua visão e oferecer mais qualidade de vida. 

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Lentes de contato: existem contraindicações?

Lentes de contato: existem contraindicações?

Com a evolução da medicina, o uso de lentes de contato é possível para pessoas de qualquer idade, inclusive bebês. Da mesma forma, os materiais utilizados para a fabricação das lentes evoluiu consideravelmente, destacando o silicone-hidrogel e o material Boston XO.

Entretanto, existem cuidados que precisam ser tomados ao utilizar as lentes. O primeiro deles é a necessidade da indicação médica para sua aplicação. Somente o oftalmologista pode analisar e informar qual o tipo de lente recomendada para o seu caso.

Além disso, o uso das lentes não é indicado para todas as pessoas. Existem contraindicações específicas. Confira quais são elas, a seguir.

Como funcionam as lentes de contato?

O globo ocular é formado por diversas estruturas. Na parte anterior do olho está a córnea, responsável por permitir a passagem da luz. A íris, que regula a intensidade da luz que entra pela pupila. Já o cristalino é uma lente que ajusta os raios luminosos para tornar a imagem mais nítida.

As lentes são aplicadas para corrigir erros refrativos e manter a saúde dos olhos. Ao serem colocadas, elas flutuam na camada película lacrimal na superfície da córnea. Os tipos mais modernos se adaptam à curvatura dos olhos e funcionam de forma semelhante aos óculos, fazendo a refração e o foco da luz para que haja a nitidez visual.

Existem diversos tipos de lentes que foram criadas para atender objetivos diferentes. Cada doença ocular possui um tipo de lente específica. As lentes possuem potências que identificam a sua forma. Elas podem ser tóricas, esféricas, monovisão, bifocais e multifocais.

Quem precisa usar lentes de contato?

A indicação é para todas as pessoas que possuem algum tipo de erro refracional, ou seja, precisam fazer a correção de grau. As lentes são recomendadas para pessoas com miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. As lentes coloridas também podem ser utilizadas por todos, respeitadas as contraindicações.

Existem contraindicações?

Sim, existem. Porém, estão mais relacionadas aos cuidados pessoais de cada um ou a algum tipo de doença específica. As contraindicações são:

  • indivíduos que não tenham bons hábitos de higiene, em razão da necessidade de manter as lentes de contato sempre limpas;
  • pessoas que tenham dificuldades psicológicas com qualquer coisa que entre em contato com os olhos;
  • trabalhadores de ambientes insalubres;
  • portadores da síndrome do olho seco nos níveis moderado a grave;
  • pacientes com infecções ou inflamações agudas nos olhos;
  • pessoas que tenham doenças oculares que afetam a superfície da córnea;
  • indivíduos que possuam doenças nas pálpebras;
  • maus hábitos que provocam ressecamento ocular, como por exemplo, alcoolismo;
  • pacientes de diabetes não tratado;
  • portadores de glaucoma não controlado;
  • mulheres que estejam passando por situações que podem causar intolerância às lentes ou instabilidade refrativa, tais como gravidez, amamentação ou menopausa.

Procure um oftalmologista para que ele analise o seu caso e informe a possibilidade ou não de uso das lentes de contato.

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O estrabismo deixa sequelas após a cirurgia?

O estrabismo deixa sequelas após a cirurgia?

O estrabismo é uma patologia que precisa ser levada a sério, pois pode causar graves transtornos emocionais nos seus portadores. Existem muitos termos pejorativos utilizados para identificar essas pessoas, tais como vesguice, olho torto, entre outros. Essa doença pode ser curada através de uma cirurgia delicada e que pode deixar sequelas.

Por isso, é importante que esses pacientes procurem um profissional especializado e com experiência em realizar o procedimento. Nesse texto, irei abordar as causas da doença, os tratamentos e como o procedimento é realizado.

O que é estrabismo?

É um distúrbio no paralelismo entre os dois olhos, fazendo com que eles apontem para direções diferentes. O problema pode afetar apenas um olho (monoculares) ou pode alternar entre eles (alternantes).

Ela pode também se apresentar de forma intermitente e ocorrer esporadicamente ou de forma latente, quando a condição só é perceptível em algumas situações específicas, como em uma fotografia. 

Além disso, essa doença é classificada nos tipos esotropia, exotropia ou hipertropia. A esotropia ocorre quando há uma convergência na direção do nariz de um ou dos dois olhos. A exotropia é caracterizada quando um ou os dois olhos se deslocam para fora, no sentido vertical.

Já a hipertropia ocorre quando um ou os dois olhos são deslocados para cima ou para baixo. As causas do problema estão associadas ao comprometimento dos músculos que controlam o movimento dos olhos.

Os principais fatores que ocasionam esse comprometimento são a Síndrome de Down, catarata congênita, meningite, encefalite, diabetes, paralisia cerebral, AVC, endotropia acomodativa, grau elevado de hipermetropia, problemas de coordenação e até a hereditariedade.

Quais são as opções de tratamento?

A primeira abordagem médica será tratar a causa da disfunção. Quanto antes ela for diagnosticada, melhores serão os resultados. Também são adotadas algumas medidas terapêuticas, tais como o uso de colírios e óculos, a realização de exercícios ortópticos e o tamponamento do olho saudável.

Quando a causa do problema é tratada, mas o distúrbio permanece, a cirurgia é a melhor alternativa. O procedimento é realizado nos músculos que controlam os movimentos dos olhos com o objetivo de posicioná-los corretamente.

Durante o procedimento, são realizados cortes na região do globo ocular, onde estão os músculos extraoculares. Esses cortes buscam encurtar ou alongar esses músculos. Normalmente, a cirurgia não deixa qualquer tipo de cicatriz. Em alguns casos, pode ser preciso repeti-la para que o alinhamento dos olhos seja perfeito.

A cirurgia pode deixar sequelas?

Sim, a cirurgia para correção do estrabismo pode deixar sequelas. Entretanto, a maior parte delas está relacionada à falta de atenção aos cuidados do pós-operatório. As principais recomendações são:

  • aguardar 48 horas para retomar às atividades profissionais ou escolares;
  • usar os colírios e medicamentos prescritos pelo médico;
  • evitar atividades físicas por, no mínimo, duas semanas, principalmente a natação.

Caso o paciente não siga as orientações médicas, podem ocorrer algumas complicações, tais como visão dupla, infecção dos olhos, sangramento ou a redução da capacidade de enxergar. 

Além disso, existem raras possibilidades da cirurgia deixar sequelas no paciente, como a perfuração do globo ocular ou a perda de mobilidade dos olhos em função de erros cometidos ao suturar o músculo.

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